Dieta cetogênica com nutricionista: como funciona, para quem serve e os riscos

Cortar o carboidrato a quase zero funciona para alguns objetivos e é perigoso em outros; a diferença está em quem acompanha e por quanto tempo.

Ovos, abacate, azeite, queijo e folhas verdes sobre tábua de madeira, alimentos da dieta cetogênica

A dieta cetogênica reduz o carboidrato a menos de 50 gramas por dia, às vezes a 20, e faz o corpo trocar a glicose pelos corpos cetônicos como combustível principal. Ela nasceu na década de 1920 como tratamento da epilepsia infantil resistente a medicamentos, papel que mantém até hoje, e se popularizou para emagrecimento. Feita com nutricionista, é uma ferramenta com indicações claras e prazo; feita por conta própria, é a dieta com mais chance de dar errado por causa do que sai do prato junto com o carboidrato.

Como o corpo entra em cetose

Sem carboidrato, o glicogênio do fígado acaba em um ou dois dias e o organismo passa a produzir corpos cetônicos a partir da gordura, da dieta e do corpo. Em três a sete dias a cetose se estabelece, e o cérebro se adapta a usar cetonas. Nesse período aparecem os sintomas de adaptação: dor de cabeça, cansaço, irritabilidade, cãibra e prisão de ventre, causados sobretudo pela perda de água e de sódio, potássio e magnésio que acompanha a queda do glicogênio.

Para quem a cetogênica faz sentido

  • Epilepsia refratária: indicação médica clássica, com protocolo hospitalar.
  • Emagrecimento em quem tem resistência à insulina ou diabetes tipo 2: a redução de carboidrato melhora glicemia e triglicerídeos rápido; exige ajuste de medicação pelo médico.
  • Quem prefere poucas refeições e sente muita fome com carboidrato: a cetose reduz apetite em parte das pessoas.
  • Lipedema e algumas condições inflamatórias: evidência inicial, com acompanhamento.

Para quem ela não serve

  • Gestantes, lactantes, crianças e adolescentes fora da indicação de epilepsia.
  • Quem tem doença renal, pancreatite, doença hepática ou distúrbios do metabolismo de gorduras.
  • Quem usa insulina ou medicamentos que baixam glicose sem acompanhamento médico próximo: risco de hipoglicemia e de cetoacidose em diabetes tipo 1.
  • Quem tem histórico de transtorno alimentar: a restrição extrema costuma reativar o ciclo.
  • Atletas de esportes de alta intensidade, que dependem de glicogênio para rendimento.

Exemplo de um dia cetogênico

  • Café da manhã: ovos mexidos com queijo e espinafre, café com um pouco de creme de leite.
  • Almoço: salmão ou coxa de frango com pele, salada de folhas com azeite, abobrinha refogada na manteiga.
  • Lanche: um punhado de castanhas ou meio abacate com sal.
  • Jantar: carne com brócolis e couve-flor gratinada.
  • Ao longo do dia: água com uma pitada de sal, caldo de ossos ou de legumes, para repor sódio.

Os riscos e como o nutricionista os controla

Riscos da dieta cetogênica e a conduta que os evita.
RiscoComo apareceO que o acompanhamento faz
Perda de eletrólitosDor de cabeça, cãibra, palpitação na primeira semanaRepõe sódio, potássio e magnésio pela comida e, se preciso, por suplemento
ConstipaçãoFalta de fibra pela retirada de grãos e frutasGarante vegetais em volume, sementes e água
Aumento do LDLComum em parte das pessoas, às vezes acentuadoExame antes e depois de oito semanas; troca gordura saturada por insaturada ou interrompe
Cálculo renalMais frequente na cetogênica prolongadaHidratação, limita proteína animal em excesso, acompanha com exame
Perda de massa muscularQuando a proteína fica baixaMantém 1,2 a 1,6 g por quilo e treino de força
Reganho de pesoAo voltar ao carboidrato sem planoTransição gradual, com reintrodução de carboidrato de qualidade

Quanto tempo manter

Para emagrecimento, ciclos de oito a doze semanas costumam ser o suficiente para o resultado e para a avaliação de exames. Depois, a transição para uma alimentação com carboidrato de qualidade é o que decide se o peso fica. Quem mantém a cetogênica por anos precisa de acompanhamento de perto, com exames de lipídios, função renal e vitaminas. É assim que ela é conduzida no consultório de nutrição no Jardim América, em Goiânia, e no atendimento online: com exame antes, ajuste de medicação combinado com o médico e data para terminar. Para quem quer emagrecer sem cortar tanto, a dieta low carb com nutricionista é o meio-termo mais usado.

Quer aplicar isso na sua rotina com acompanhamento? Veja acompanhamento online para emagrecer.

Dúvidas frequentes

Perguntas frequentes

O que é dieta cetogênica?

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É a alimentação com menos de 50 gramas de carboidrato por dia, que leva o corpo a usar corpos cetônicos, produzidos a partir da gordura, como combustível principal.

Dieta cetogênica emagrece?

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Emagrece, em parte por redução do apetite e em parte pela perda inicial de água. Em comparações de um ano com outras dietas de mesma caloria, a diferença de peso é pequena; a vantagem está na glicemia e nos triglicerídeos de quem tem resistência à insulina.

Quem não pode fazer dieta cetogênica?

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Gestantes, lactantes, crianças fora da indicação médica, pessoas com doença renal, hepática ou pancreática, quem usa insulina sem acompanhamento próximo e quem tem histórico de transtorno alimentar.

Quanto tempo posso ficar na cetogênica?

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Para emagrecimento, ciclos de oito a doze semanas com exames antes e depois. Períodos longos exigem acompanhamento de lipídios, rins e vitaminas.

Preciso de nutricionista para fazer cetogênica?

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É a forma segura. O nutricionista garante proteína, fibra e eletrólitos, pede os exames, combina o ajuste de medicação com o médico e planeja a saída da dieta, que é onde a maioria reganha peso.