Nutricionista para gestante: o que muda em cada trimestre e por que acompanhar

Comer por dois é mito; comer melhor por dois é o trabalho, e ele começa antes do positivo e vai até o fim da amamentação.

Mesa com frutas, folhas verdes, ovos, feijão e um copo de água, alimentação na gestação

A alimentação na gestação decide, em boa medida, o ganho de peso da mãe, o risco de diabetes gestacional e de pressão alta, o crescimento do bebê e até a saúde dele na vida adulta. O nutricionista para gestante acompanha o pré-natal em paralelo ao obstetra, com um objetivo por fase: no primeiro trimestre, garantir os nutrientes críticos e lidar com o enjoo; no segundo e no terceiro, ajustar energia e proteína ao crescimento e controlar o peso; no pós-parto, sustentar a amamentação e a recuperação.

Ganho de peso: quanto é o esperado

Ganho de peso recomendado na gestação conforme o IMC antes de engravidar.
IMC pré-gestacionalGanho total recomendadoRitmo no segundo e terceiro trimestres
Abaixo de 18,5 (baixo peso)12,5 a 18 kgCerca de 500 g por semana
18,5 a 24,9 (eutrofia)11,5 a 16 kgCerca de 400 g por semana
25 a 29,9 (sobrepeso)7 a 11,5 kgCerca de 300 g por semana
30 ou mais (obesidade)5 a 9 kgCerca de 200 g por semana

O primeiro trimestre pede pouco ou nenhum ganho; a necessidade de energia só sobe cerca de 340 kcal no segundo e 450 no terceiro, o equivalente a um lanche reforçado, não a uma refeição a mais. Ganhar acima da faixa aumenta o risco de diabetes gestacional, pré-eclâmpsia, cesárea e retenção de peso depois; ganhar abaixo aumenta o de bebê pequeno.

Nutrientes críticos

  • Ácido fólico: 400 mcg por dia desde antes da concepção até a 12ª semana, para prevenir defeitos do tubo neural. Suplemento obrigatório, mais folhas verdes e leguminosas.
  • Ferro: a necessidade quase dobra; a suplementação a partir do segundo trimestre é rotina do pré-natal, com carnes, feijão e vitamina C na mesma refeição.
  • Cálcio: 1.000 mg por dia, de laticínios, sardinha, vegetais verde-escuros; se a mãe não consome, o bebê tira do osso dela.
  • Iodo: sal iodado e, em muitos protocolos, suplemento, pelo desenvolvimento cerebral.
  • Ômega 3 (DHA): peixes de baixo mercúrio duas vezes por semana ou suplemento.
  • Vitamina D: exame e reposição quando falta.
  • Proteína: cerca de 1,1 g por quilo, em toda refeição.

Enjoo, azia e constipação

No primeiro trimestre, refeições pequenas e frequentes, biscoito seco antes de levantar, gengibre e evitar cheiros fortes reduzem o enjoo; a vitamina B6 é usada com orientação. Azia no terceiro trimestre melhora com porções menores, jantar cedo e menos gordura. Constipação, piorada pelo ferro, responde a água, fibra e movimento. Nada disso exige remédio na maioria dos casos, e o plano alimentar já resolve.

O que evitar na gravidez

Álcool, em qualquer quantidade. Carnes, ovos e peixes crus ou malpassados, e leite e queijos não pasteurizados, pelo risco de toxoplasmose, listeriose e salmonela. Peixes de alto mercúrio, como cação e peixe-espada. Cafeína acima de 200 mg por dia, cerca de duas xícaras. Chás e suplementos de ervas sem orientação, porque vários são contraindicados. Adoçantes são seguros nas quantidades habituais, mas a orientação é reduzir o doce como um todo.

Diabetes gestacional

Diagnosticado entre a 24ª e a 28ª semana, o diabetes gestacional é tratado em primeiro lugar com alimentação: carboidrato distribuído ao longo do dia, integrais, proteína e fibra em toda refeição e monitoramento da glicemia. A maioria das gestantes controla só com a dieta, e o acompanhamento nutricional semanal ou quinzenal é o que evita a insulina. A alimentação para SOP, que aumenta o risco de diabetes gestacional, tem lógica parecida e está no artigo sobre nutricionista para SOP.

O acompanhamento da gestante é mensal, no ritmo do pré-natal, e pode ser presencial, na nutricionista em Goiânia, no Terra Office, no Jardim América, ou online, formato que muitas gestantes preferem pela praticidade. Depois do parto, o cuidado continua com a alimentação da amamentação e a recuperação do peso, tema do artigo como emagrecer com segurança no pós-parto.

Quer aplicar isso na sua rotina com acompanhamento? Veja atendimento nutricional online para mulheres.

Dúvidas frequentes

Perguntas frequentes

Gestante precisa de nutricionista?

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É recomendado, sobretudo com excesso ou baixo peso, diabetes gestacional, gestação múltipla, restrições alimentares ou ganho de peso fora da faixa. O acompanhamento reduz complicações e ajuda na recuperação depois.

Quantos quilos posso ganhar na gravidez?

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Depende do IMC antes de engravidar: de 11,5 a 16 kg para quem estava no peso adequado, de 7 a 11,5 kg com sobrepeso e de 5 a 9 kg com obesidade. O ganho se concentra no segundo e terceiro trimestres.

Grávida pode fazer dieta para emagrecer?

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Não. A gestação não é momento de déficit calórico. Gestantes com obesidade têm meta de ganho menor, mas não de perda, e o plano garante os nutrientes do bebê.

O que a grávida não pode comer?

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Álcool, carnes, ovos e peixes crus ou malpassados, laticínios não pasteurizados, peixes de alto mercúrio, cafeína acima de duas xícaras por dia e ervas ou suplementos sem orientação.

Nutricionista gestacional atende online?

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Atende. A consulta usa o cartão do pré-natal, os exames e o peso informado, e o acompanhamento mensal a distância funciona bem para a maioria das gestantes.