Quem não pode tomar whey protein e quando ele faz sentido
Whey é comida em pó, não remédio; a lista de quem não deve tomar é curta, e a lista de quem não precisa é bem maior.
Whey protein é a proteína do soro do leite, isolada e desidratada. É alimento, não medicamento, e por isso a lista de quem não pode tomar é curta. Ela existe, porém, e inclui situações em que o whey faz mal de verdade. Junto dela vem uma lista maior e menos comentada: a de quem pode tomar mas não precisa, porque a comida já cobre a proteína do dia.
Quem não deve tomar whey
- Alergia à proteína do leite de vaca: o whey é exatamente essa proteína. Alérgicos não podem usar nenhuma versão, nem a isolada nem a hidrolisada.
- Doença renal crônica avançada: a proteína total do dia precisa ser controlada, e o whey empurra o total para cima. Só com prescrição de quem acompanha o caso.
- Doença hepática grave: mesma lógica, com o metabolismo da proteína comprometido.
- Fenilcetonúria: o whey contém fenilalanina em quantidade relevante.
Quem precisa de avaliação antes
- Intolerância à lactose: o concentrado tem lactose; o isolado e o hidrolisado têm quase nenhuma e costumam ser tolerados.
- Gastrite, refluxo e intestino sensível: alguns sentem desconforto com o concentrado e com adoçantes das versões saborizadas. Trocar de tipo resolve na maioria.
- Gestantes e lactantes: podem usar, mas a necessidade de proteína costuma ser atingida com comida, e o produto precisa ser sem aditivos desnecessários.
- Adolescentes: não há contraindicação, mas o whey raramente é necessário e a prioridade é a alimentação regular.
Quem pode tomar mas não precisa
Quem já come a proteína necessária no dia: entre 1,2 e 2,0 gramas por quilo, conforme o objetivo e o treino. Para uma pessoa de 70 kg, isso é de 85 a 140 gramas, o que sai de ovos, frango, carne, peixe, feijão, iogurte e queijo sem esforço em quem se organiza. O whey entra para completar o que a comida não cobriu, não para somar por cima. A calculadora de proteína mostra a sua meta e a conversão em scoops.
Whey faz mal ao rim de quem é saudável?
Não. A ideia de que proteína alta prejudica o rim vem de pacientes que já têm doença renal. Em pessoas com rins saudáveis, estudos com ingestão de até 2,0 a 2,5 gramas por quilo não mostraram dano. O que o excesso faz é sobrar: proteína além do que o corpo usa vira energia ou é excretada, e o dinheiro do pote vai junto.
Como escolher e usar
Concentrado é o mais barato e o mais completo; isolado tem menos lactose e gordura; hidrolisado é pré-digerido e o mais caro, útil só em casos específicos. Um scoop de 30 gramas rende de 21 a 27 gramas de proteína conforme o tipo. Divida entre horários em vez de tomar tudo no pós-treino: acima de 40 gramas por refeição o ganho na síntese muscular é pequeno. Antes de comprar, vale a avaliação: a nutricionista esportiva no Jardim América, em Goiânia costuma reduzir suplementos na primeira consulta, não aumentar, e o atendimento online faz o mesmo cálculo a distância.
Quer aplicar isso na sua rotina com acompanhamento? Veja nutricionista esportivo online.