SIBO: o que não comer, a dieta que reduz os sintomas e o papel do nutricionista

A dieta alivia o inchaço em dias, o antibiótico trata a causa, e a parte mais difícil vem depois: impedir que as bactérias voltem.

Tigela de arroz com frango desfiado, cenoura e abobrinha, refeição de baixa fermentação, sobre mesa clara

SIBO é a sigla em inglês para supercrescimento bacteriano do intestino delgado: bactérias que deveriam viver no intestino grosso se instalam no delgado e fermentam a comida antes que ela seja absorvida. O resultado é gás, distensão logo depois de comer, dor, diarreia ou constipação e, com o tempo, deficiências nutricionais. O tratamento é médico, com antibiótico específico; a dieta reduz os sintomas enquanto isso e ajuda a evitar a recaída, que é frequente.

Sintomas de SIBO

  • Distensão abdominal que piora ao longo do dia e depois das refeições, mesmo pequenas.
  • Gases em excesso, arrotos, sensação de estufamento.
  • Diarreia, constipação ou alternância entre as duas.
  • Dor ou cólica abdominal.
  • Fadiga, náusea, intolerância a alimentos que antes eram bem aceitos.
  • Em casos longos, anemia por ferro ou B12 e perda de peso.

O diagnóstico é feito pelo teste respiratório com lactulose ou glicose, que mede hidrogênio e metano no ar expirado. O tipo de gás orienta o tratamento: metano se associa mais à constipação, hidrogênio à diarreia.

O que não comer durante o tratamento

O objetivo da dieta é reduzir o que as bactérias fermentam, ou seja, os carboidratos que chegam ao delgado sem ser absorvidos. A abordagem mais usada é a dieta com baixo teor de FODMAP, por período curto.

Alimentos que mais fermentam e o que costuma substituí-los na fase de restrição.
EvitarMotivoTrocar por
Cebola, alho, alho-poróFrutanos, os mais fermentáveisCebolinha (parte verde), azeite aromatizado com alho
Trigo, centeio e cevada em quantidadeFrutanosArroz, batata, aveia, quinoa, milho
Feijão, lentilha, grão de bicoGalactanosPequenas porções de lentilha bem lavada, tofu firme
Leite, iogurte comum, queijos frescosLactoseSem lactose, queijos curados, kefir em pequena quantidade
Maçã, pera, manga, melancia, frutas secasFrutose e polióisBanana, laranja, morango, uva, kiwi
Adoçantes com sorbitol, xilitol, manitolPolióis não absorvidosAçúcar em pequena quantidade, estévia
Couve-flor, cogumelos, aspargo, alcachofraPolióis e frutanosAbobrinha, cenoura, pepino, espinafre, tomate

Como a dieta é conduzida

  1. Restrição, de duas a seis semanas: retirada dos grupos acima, junto com o antibiótico ou logo depois dele. É comum sentir alívio na primeira semana.
  2. Reintrodução, grupo a grupo: cada família de FODMAP volta em quantidade crescente por três dias, com registro de sintomas. Quem tolera lactose e não tolera frutanos, por exemplo, descobre isso aqui.
  3. Personalização: dieta ampliada com tudo o que foi tolerado, mantendo em quantidade reduzida só o que deu sintoma.

A restrição prolongada é contraproducente: os FODMAPs alimentam as bactérias boas do intestino grosso, e cortá-los por meses empobrece a microbiota que protege contra a própria recaída.

O que ajuda a evitar que o SIBO volte

A recaída depois do antibiótico chega a metade dos casos em um ano, e a causa quase sempre é o que permitiu o supercrescimento: trânsito intestinal lento, uso contínuo de inibidor de bomba de prótons, diabetes, cirurgias abdominais, doença celíaca. Tratar a causa é trabalho médico. Na alimentação, três hábitos ajudam: espaçar as refeições em quatro a cinco horas, para o complexo motor migratório limpar o delgado entre elas; evitar beliscar; e manter fibra e diversidade vegetal depois da fase de restrição.

A consulta nutricional entra no diagnóstico, para diferenciar SIBO de intolerâncias e de intestino irritável, e no acompanhamento das fases da dieta. A nutricionista clínica no Jardim América, em Goiânia, conduz esse processo em conjunto com o gastroenterologista, e o mesmo acompanhamento é feito a distância. Quando a distensão vem com dor de cabeça e vermelhidão depois de queijo e vinho, vale ler sobre histaminose e a dieta de baixa histamina, que costuma andar junto.

Quer aplicar isso na sua rotina com acompanhamento? Veja consulta nutricional online com plano individual.

Dúvidas frequentes

Perguntas frequentes

O que é SIBO?

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É o supercrescimento de bactérias no intestino delgado, onde elas normalmente são poucas. Elas fermentam a comida antes da absorção e causam gás, distensão, diarreia ou constipação e, com o tempo, deficiências nutricionais.

SIBO: o que não comer?

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Durante o tratamento, os alimentos que mais fermentam: cebola, alho, trigo em quantidade, leguminosas, leite com lactose, maçã, pera, melancia, adoçantes com polióis, couve-flor e cogumelos. A restrição dura semanas, seguida de reintrodução.

Dieta cura SIBO?

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Não. A dieta reduz os sintomas e ajuda a prevenir a recaída; o tratamento da causa é feito com antibiótico prescrito pelo médico e com a correção do que levou ao supercrescimento.

Quanto tempo dura a dieta para SIBO?

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A fase de restrição, de duas a seis semanas. Depois vem a reintrodução gradual, e a alimentação final mantém em quantidade reduzida só o que deu sintoma.

Probiótico ajuda no SIBO?

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A evidência é mista: alguns estudos mostram melhora dos sintomas, outros piora da distensão. Não é indicação de rotina, e o uso deve ser decidido caso a caso com quem acompanha.