Nutricionista para Alzheimer: alimentação na prevenção e no cuidado de quem tem a doença
Na prevenção a comida tem evidência; no cuidado de quem já tem a doença, ela vira a batalha diária contra a perda de peso.
A alimentação aparece em dois momentos da doença de Alzheimer. Antes dela, como fator de prevenção: padrões alimentares específicos se associam a menor risco e a declínio cognitivo mais lento. Depois do diagnóstico, como cuidado: a pessoa com Alzheimer esquece de comer, perde apetite, recusa alimentos, tem dificuldade para engolir e perde peso, e a desnutrição acelera a doença. O nutricionista para Alzheimer atua nas duas fases, com o neurologista ou o geriatra e, na segunda, com o cuidador.
Prevenção: a dieta MIND
A dieta MIND combina a mediterrânea e a DASH com foco nos alimentos ligados à cognição. Em estudos observacionais, quem seguia o padrão de perto teve risco de Alzheimer cerca de 50% menor, e mesmo a adesão parcial reduziu o risco. Um ensaio clínico de 2023 mostrou que a MIND e uma dieta saudável com restrição calórica melhoraram cognição de forma parecida, o que sugere que o padrão saudável em geral, não só a MIND, importa. Os componentes:
| Grupo | Recomendação |
|---|---|
| Folhas verde-escuras | Seis ou mais porções por semana |
| Outros vegetais | Pelo menos uma porção por dia |
| Frutas vermelhas | Duas ou mais porções por semana |
| Castanhas | Cinco ou mais porções por semana |
| Azeite | Como gordura principal |
| Grãos integrais | Três porções por dia |
| Peixes | Uma ou mais vezes por semana |
| Leguminosas | Quatro ou mais vezes por semana |
| Aves | Duas ou mais vezes por semana |
| Limitar | Carne vermelha, manteiga, queijos gordos, doces, frituras |
Cuidado de quem tem Alzheimer
- Perda de peso: comum desde antes do diagnóstico; refeições menores e frequentes, densas em calorias e proteína, e suplemento quando preciso.
- Esquecimento e recusa: rotina fixa de horários, um alimento de cada vez no prato, cores contrastantes, sem pressa e sem distração.
- Dificuldade de mastigar e engolir: avaliação do fonoaudiólogo, consistência adaptada, líquidos espessados quando indicado.
- Preferência por doces: frequente nas fases intermediárias; usar a preferência a favor com frutas, iogurte e preparações adoçadas com moderação, em vez de brigar.
- Agitação e recusa na hora da refeição: ambiente calmo, cuidador sentado junto, comida que possa ser comida com a mão nas fases avançadas.
- Hidratação: a sede desaparece; oferecer líquidos em horários fixos, em copos que a pessoa reconheça.
O que não tem evidência
Óleo de coco, cúrcuma em suplemento, ginkgo, ômega 3 em cápsula e vitaminas em megadose foram testados para tratar ou frear o Alzheimer e não mostraram efeito nos estudos controlados. Vitamina B12 e vitamina D são repostas quando faltam, porque a deficiência piora a cognição, mas não tratam a doença. Alumínio de panelas não causa Alzheimer. O que tem evidência na prevenção é o padrão alimentar inteiro, junto com exercício, sono, controle de pressão e diabetes e vida social.
O acompanhamento de quem tem Alzheimer é feito com o cuidador, que recebe estratégias práticas para cada fase, na consulta presencial no consultório da nutricionista em Goiânia ou a distância, com fotos e vídeos das refeições. Os cuidados gerais com peso e proteína depois dos 60 estão em nutricionista para idosos.
Quer aplicar isso na sua rotina com acompanhamento? Veja plano alimentar individual por consulta online.