Nutricionista para síndrome de Down: peso, tireoide, intestino e autonomia à mesa
Na síndrome de Down o metabolismo é mais lento e a doença celíaca é seis vezes mais comum, e as duas coisas mudam o que se coloca no prato.
Pessoas com síndrome de Down têm particularidades que mudam o cuidado alimentar em todas as idades: gasto energético de repouso mais baixo, o que favorece o ganho de peso; maior frequência de hipotireoidismo, doença celíaca e diabetes; hipotonia, que dificulta mastigação e deglutição nos primeiros anos; e constipação frequente. O nutricionista para síndrome de Down adapta a alimentação a essas características e trabalha, junto da família e da equipe, a autonomia à mesa, que é possível e é um dos objetivos.
Fase por fase
| Fase | Desafios | O que o nutricionista faz |
|---|---|---|
| Bebê | Sucção fraca, hipotonia, refluxo, cardiopatia em parte dos casos | Apoio à amamentação, orientação de fórmula quando indicada, acompanhamento de peso com curvas específicas |
| Introdução alimentar | Mastigação e deglutição mais lentas, seletividade | Texturas graduais com fonoaudiólogo, exposição repetida, sem atraso na oferta de alimentos |
| Infância | Ganho de peso, constipação, doença celíaca | Porções ajustadas ao gasto menor, fibra e água, triagem de celíaca com o pediatra |
| Adolescência | Obesidade, resistência à insulina, autonomia | Educação alimentar com o adolescente, atividade física, refeições que ele prepara |
| Vida adulta | Peso, diabetes, tireoide, envelhecimento precoce | Controle de peso, exames regulares, adaptação à rotina de trabalho e moradia |
Por que o peso sobe mais fácil
O gasto energético de repouso na síndrome de Down é cerca de 10% a 15% menor que o esperado para a idade e o tamanho, e a estatura menor reduz ainda mais a necessidade de calorias. Uma criança que come as mesmas porções dos irmãos ganha peso acima do esperado. O ajuste é de porção, não de restrição: mesma comida da família, prato montado com metade de vegetais, e o hábito de servir a porção em vez de deixar a travessa na mesa. O IMC é avaliado por curvas específicas para a síndrome.
Condições associadas que a dieta acompanha
- Hipotireoidismo: mais frequente e muitas vezes tratado com levotiroxina; o horário do remédio em relação às refeições segue as regras habituais.
- Doença celíaca: prevalência de 5% a 7%, contra 1% na população; a triagem periódica é recomendada, e a dieta sem glúten entra quando confirmada.
- Constipação: pela hipotonia e pela pouca atividade; fibra, água e rotina resolvem a maioria.
- Diabetes tipo 1 e tipo 2: mais comuns; a alimentação de baixo índice glicêmico ajuda na prevenção.
- Apneia do sono: piora com o peso e prejudica o apetite e o comportamento.
Autonomia alimentar
Escolher, preparar e servir a própria comida é uma habilidade que se ensina desde cedo, e faz diferença na vida adulta. O plano inclui tarefas na cozinha adequadas à idade, cardápios visuais, porções pré-definidas e a participação nas compras. Adultos com síndrome de Down que moram com autonomia parcial se beneficiam de rotinas simples e repetidas, com opções prontas de boa qualidade.
O acompanhamento é feito com a família e a equipe de reabilitação, na consulta presencial com nutricionista em Goiânia ou a distância. Para os primeiros anos, o artigo sobre introdução alimentar e, para a fase de mais ganho de peso, o de nutricionista para adolescentes complementam.
Quer aplicar isso na sua rotina com acompanhamento? Veja avaliação nutricional pela internet.