Nutricionista para bariátrica: o preparo, as fases da dieta e o acompanhamento para a vida
A cirurgia muda o estômago; o que decide o resultado em dez anos é o que a pessoa faz com ele, e isso tem nome: acompanhamento nutricional.
A cirurgia bariátrica é o tratamento mais eficaz para a obesidade grave, e o nutricionista faz parte da equipe obrigatória antes e depois. Antes, ele prepara o paciente e reduz o risco cirúrgico. Depois, conduz as fases da dieta, garante a proteína e a suplementação que evitam deficiências graves e acompanha o peso por anos, porque o reganho é frequente e quase sempre começa na alimentação. Quem faz a cirurgia sem esse acompanhamento troca a obesidade por desnutrição.
Antes da cirurgia
O preparo dura de dois a seis meses e serve para reduzir o fígado, que atrapalha o cirurgião quando está aumentado pela gordura, corrigir deficiências que a obesidade esconde, como vitamina D e ferro, e treinar hábitos que serão obrigatórios depois: mastigar devagar, não beber durante as refeições, comer proteína primeiro e cortar bebidas açucaradas e álcool. Uma perda de 5% a 10% do peso antes da cirurgia reduz complicações. Nas duas semanas anteriores, uma dieta líquida ou de muito baixa caloria encolhe o fígado.
As fases da dieta depois
| Fase | Duração aproximada | O que entra |
|---|---|---|
| Líquida clara | Primeiros dias | Água, chá, caldo coado, isotônico sem açúcar, em goles pequenos |
| Líquida completa | Até o fim da segunda semana | Leite, iogurte líquido, sopas batidas, suplemento de proteína |
| Pastosa | Terceira e quarta semanas | Purês, ovo mexido, frango desfiado batido, frutas amassadas |
| Branda | Segundo mês | Alimentos macios em pedaços pequenos, bem cozidos |
| Sólida | A partir do terceiro mês | Alimentação normal em volume reduzido, proteína primeiro, mastigação lenta |
Proteína e suplementação: para sempre
A meta de proteína depois da bariátrica é de 60 a 80 g por dia, e chega a 90 no bypass, num estômago que cabe meia xícara. Isso exige proteína em toda refeição e, nos primeiros meses, suplemento em pó. A absorção de vitaminas e minerais cai de forma permanente, sobretudo no bypass, e a suplementação de polivitamínico, ferro, vitamina B12, cálcio e vitamina D é obrigatória pela vida toda, com exames a cada seis a doze meses. Deficiência de B12 e de tiamina causa dano neurológico que pode ser irreversível, e anemia por ferro é a complicação tardia mais comum.
O que dá errado
- Síndrome de dumping: doces e líquidos açucarados causam mal-estar, suor e diarreia depois do bypass; a dieta os evita.
- Beber junto com a comida: enche o estômago pequeno e leva a vômito ou a comer menos proteína.
- Beliscar: o estômago pequeno limita a refeição, não o dia inteiro; sorvete, biscoito e chocolate em pequenas porções repetidas são o caminho do reganho.
- Álcool: é absorvido mais rápido e o risco de dependência aumenta depois da cirurgia.
- Abandonar o acompanhamento: a maioria dos reganhos acontece entre o segundo e o quinto ano, quando as consultas param.
Reganho de peso
Cerca de um quarto dos pacientes reganha parte relevante do peso em cinco anos. As causas são alimentares e comportamentais na grande maioria: retorno aos ultraprocessados, beliscos, álcool, perda da rotina de refeições e falta de treino de força, que preserva o músculo perdido junto com a gordura. A reabordagem nutricional, com plano estruturado e retorno aos princípios da cirurgia, recupera boa parte dos casos sem nova operação.
O acompanhamento é feito com a equipe cirúrgica, e a parte nutricional pode ser presencial, na nutricionista de Goiânia, no Terra Office, no Jardim América, ou online, formato usado por muitos pacientes nos anos seguintes. Para quem ainda avalia a cirurgia, o artigo sobre como emagrecer com obesidade grau 1 ou 2 apresenta as alternativas clínicas, e o de nutricionista pode passar remédio para emagrecer explica o papel da medicação.
Quer aplicar isso na sua rotina com acompanhamento? Veja nutricionista online para emagrecer.