Nutricionista para doença inflamatória intestinal: Crohn e retocolite ulcerativa
Na crise a dieta protege o intestino inflamado; na remissão ela reconstrói o que a doença tirou, e as duas listas são quase opostas.
Doença inflamatória intestinal (DII) é o nome que reúne a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa, duas condições autoimunes crônicas que inflamam o trato digestivo em ciclos de crise e remissão. O Crohn pode atingir qualquer parte, da boca ao ânus, com inflamação profunda; a retocolite fica restrita ao intestino grosso e ao reto, na camada superficial. O tratamento é médico, com imunossupressores e biológicos, e a alimentação tem dois papéis: reduzir sintomas na crise e recuperar o estado nutricional na remissão.
Sintomas de Crohn e retocolite
- Diarreia frequente, com muco ou sangue, sobretudo na retocolite.
- Dor abdominal, cólica, urgência para evacuar.
- Perda de peso, cansaço, febre baixa nas crises.
- Anemia, deficiência de vitamina B12, ferro, vitamina D e zinco.
- No Crohn, estreitamentos e fístulas que mudam a tolerância a fibra.
O que comer na crise
Durante a atividade da doença o objetivo é não agredir a mucosa e manter a hidratação e a proteína. A dieta é pobre em resíduo: pouca fibra insolúvel, sem cascas, sementes e folhas cruas, com alimentos cozidos e macios. Arroz branco, batata, mandioca, frango e peixe cozidos, ovo, sopas coadas, purês, banana e maçã cozida costumam ser tolerados. Leite e derivados são retirados temporariamente se pioram a diarreia. Em crises graves, o médico pode indicar nutrição enteral exclusiva, uma fórmula líquida que induz remissão no Crohn, principalmente em crianças.
O que comer na remissão
Com a doença controlada, a alimentação volta a ser variada e ampla, e o objetivo é repor deficiências e prevenir a próxima crise. Fibra solúvel de aveia, frutas e legumes cozidos entra primeiro; fibra insolúvel volta aos poucos, respeitando estreitamentos no Crohn. A dieta mediterrânea tem a melhor evidência na manutenção da remissão, e ultraprocessados, emulsificantes e excesso de carne processada se associam a mais crises. Restrição prolongada sem motivo é comum e prejudicial: muitos pacientes chegam à consulta comendo dez alimentos e desnutridos.
| Nutriente | Por que falta | Como repor |
|---|---|---|
| Ferro | Sangramento e inflamação | Carnes, com exame de ferritina; ferro endovenoso quando o oral não é tolerado |
| Vitamina B12 | Inflamação ou ressecção do íleo, onde ela é absorvida | Suplemento, muitas vezes injetável |
| Vitamina D | Má absorção e uso de corticoide | Suplementação guiada por exame |
| Zinco | Perdas pela diarreia | Carnes, ovos, sementes; suplemento nas crises longas |
| Cálcio | Corticoide e restrição de laticínios | Laticínios tolerados, vegetais verde-escuros, suplemento se necessário |
| Proteína e calorias | Inflamação consome e o apetite cai | Refeições pequenas e frequentes, proteína em todas |
O que o nutricionista faz
- Adapta a dieta à fase: crise, transição ou remissão, e à localização da doença.
- Corrige deficiências com exame e suplementação, em conjunto com o gastroenterologista.
- Reintroduz alimentos de forma organizada, para evitar a dieta de dez itens.
- Acompanha peso, massa muscular e crescimento, em crianças e adolescentes.
- Orienta em situações específicas: bolsa de ileostomia, estreitamento, pós-cirúrgico.
O acompanhamento nutricional na DII é contínuo, porque a doença muda de fase e a dieta precisa mudar junto. Pacientes de gastroenterologistas de Goiânia e da região fazem a avaliação nutricional presencial em Goiânia e mantêm o contato a distância entre consultas; quem está em outro estado é atendido online com o mesmo protocolo. Quando o quadro é de intestino sensível sem inflamação, a leitura seguinte é sobre nutricionista para intestino e síndrome do intestino irritável.
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